Partições de disco são e têm sido parte do cenário de um computador pessoal há bastante tempo. Entretanto, como muitas pessoas adquirem computadores com sistemas operacionais pré-instalados, relativamente poucas pessoas compreendem como as partições funcionam. Este capítulo pretende explicar as razões para e o uso de partições de disco, para que a instalação de seu Red Hat Linux seja mais simples e menos trabalhosa.
Se você está razoavelmente familiarizado com partições de disco, pode pular para a Seção E.1.4, e obter mais informações sobre o processo de liberação de espaço em disco a fim de preparar seu sistema para a instalação do Red Hat Linux. Esta seção também aborda o esquema de nomenclatura de partições usada por sistemas Linux, a divisão de espaço em disco com outros sistemas operacionais, e outros tópicos co-relatos.
Discos rígidos executam uma função muito simples — eles armazenam dados que podem ser recuperados com confiança através de comandos.
Quando abordamos questões como o particionamento de disco, é importante saber um pouco sobre o hardware utilizado. Infelizmente, é fácil se prender a detalhes, porém este apêndice utiliza um diagrama simples de um disco rígido para auxiliar na explicação do que realmente ocorre quando um disco rígido é partido. Figura E-1, mostra um disco rígido novo, não usado.
Não há muito a observar, não é mesmo? Mas se estamos falando em discos rígidos em um nível básico, esta imagem é adequada. Digamos que queremos guardar alguns dados neste disco rígido. Isto não funcionará do jeito que as coisas estão agora. Há algo que deve ser feito primeiro…
Usuários de computador experientes provavelmente captaram isto na primeira tentativa. Nós precisamos formatar o drive. Formatar (comumente conhecido como "criando um sistema de arquivos") escreve informação no drive, criando uma ordem no espaço vazio de um drive não formatado.
Como a Figura E-2 implica, a ordem imposta por um sistema de arquivos envolve algumas desvantagens:
Uma pequena porcentagem do espaço disponível do drive é usado para armazenar dados relativos ao sistema de arquivos.
Um sistema de arquivos divide o espaço restante em pequenos segmentos de espaço consistente. No Linux, estes segmentos são conhecidos como blocos. [1]
Dado que sistemas de arquivo tornam possíveis coisas como diretórios e arquivos, estas desvantagens geralmente são vistas como um pequeno preço a pagar.
É importante notar também que não há um tipo único e universal de sistema de arquivo. Assim como ilustrado na Figura E-3, um drive de disco pode conter um dos vários tipos de sistemas de arquivo. De fato, sistemas de arquivo diferentes tendem a ser incompatíveis, ou seja, um sistema operacional que suporta um tipo de sistema de arquivo (ou um punhado de tipos de sistemas de arquivo relacionados) talvez não suporte um outro tipo. No entanto, esta última afirmação não é uma regra 100%. Por exemplo, Red Hat Linux suporta uma grande variedade de sistemas de arquivo (inclusive muitos dos sistemas comumente usados por outros sistemas operacionais), facilitando a troca de dados entre sistemas de arquivo diferentes.
Obviamente, escrever um sistema de arquivo no disco é só o começo. O objetivo deste processo é, na verdade, armazenar e recuperar dados. Vamos dar uma olhada em nosso drive após ter escrito (gravado) alguns arquivos nele.
Assim como ilustrado na Figura E-4, 14 dos blocos previamente vazios agora contêm dados. Porém, não é possível determinar o número exato de arquivos neste drive apenas olhando a figura. Pode haver somente um ou até 14 arquivos, já que todos os arquivos utilizam pelo menos um bloco e alguns arquivos utilizam blocos múltiplos. Outro ponto importante: os blocos usados não precisam formar uma região contígua; blocos usados e não usados podem apresentar intervalos entre si. Isto é conhecido como fragmentação. Fragmentação pode ser utilizada ao tentar redimensionar uma partição existente.
Assim como ocorrido com a maioria das tecnologias relativas a computadores, drives de disco foram modificados após sua introdução. Particularmente aumentaram de tamanho. Não estamos falando em espaço físico, mas em capacidade de armazenamento de dados. E esta capacidade adicional trouxe uma mudança fundamental no modo como drives de disco são utilizados.
Como as capacidades de drives de disco aumentaram drasticamente, algumas pessoas começaram a pensar se seria uma boa idéia ter todo este espaço formatado em um grande pedaço. Essa linha de pensamento foi guiada por diversas questões, algumas filosóficas, outras técnicas. Do lado filosófico, acima de um determinado tamanho, parecia que o espaço adicional provido por um drive maior criava mais desordem. Do lado técnico, alguns sistemas de arquivo nunca foram planejados para suportar acima de uma capacidade determinada. Ou os sistemas de arquivo poderiam suportar drives maiores com maior capacidade, mas o tempo de espera para o sistema de arquivo encontrar arquivos se tornou excessivo.
A solução deste problema foi dividir discos em partições. Cada partição pode ser acessada como se fosse um disco separado. Isto é feito através da adição de uma tabela de partição.
![]() | Nota |
|---|---|
Apesar dos diagramas deste capítulo apresentarem a tabela de partição separada do drive de disco, isto não é 100% verdadeiro. Na realidade, a tabela de partição é armazenada bem no começo do disco, antes de qualquer sistema de arquivos ou dados do usuário. Mas, para clarificar, eles estão separados em nossos diagramas. |
Conforme ilustrado na Figura E-5, a tabela de partição está dividida em quatro seções. Cada seção pode guardar a informação necessária para definir uma única partição, ou seja, a tabela de partição pode definir até quatro partições.
Cada campo da tabela de partição contém diversas características importantes da partição:
Os pontos do disco onde a partição começa e termina
Se a partição está ativa
O tipo da partição
Vamos dar uma olhada mais minunciosa nestas características. Os pontos de início e fim na verdade definem o tamanho da partição e sua localização no disco. A bandeira "ativa" é utilizada por gestores de início de alguns sistemas operacionais. Em outras palavras, o sistema operacional na partição marcada como "ativa" é iniciado.
O tipo de partição pode ser um pouco confuso. O tipo é um número que identifica o uso antecipado da partição. Isto soa um pouco vago porque o conceito do tipo de partição também é vago. Alguns sistemas operacionais usam o tipo de partição para denotar um tipo específico de sistema de arquivo, ou para indicar que a partição está associada a um determinado sistema operacional, ou para indicar que a partição contém um sistema operacional iniciável, ou alguma combinação dos três.
Tabela E-1, contém uma lista de alguns tipos de partição populares (e obscuros), junto aos seus valores numéricos.
| Tipo de Partição | Valor | Tipo de Partição | Valor |
|---|---|---|---|
| Vazio | 00 | Novell Netware 386 | 65 |
| DOS 12-bit FAT | 01 | PIC/IX | 75 |
| XENIX root | 02 | Old MINIX | 80 |
| XENIX usr | 03 | Linux/MINUX | 81 |
| DOS 16-bit <=32M | 04 | Swap do Linux | 82 |
| Extendida | 05 | Linux nativa | 83 |
| DOS 16-bit >=32 | 06 | Linux extendida | 85 |
| OS/2 HPFS | 07 | Amoeba | 93 |
| AIX | 08 | Amoeba BBT | 94 |
| AIX bootable | 09 | BSD/386 | a5 |
| OS/2 Gestor de Início | 0a | OpenBSD | a6 |
| Win95 FAT32 | 0b | NEXTSTEP | a7 |
| Win95 FAT32 (LBA) | 0c | BSDI fs | b7 |
| Win95 FAT16 (LBA) | 0e | BSDI swap | b8 |
| Win95 Extended (LBA) | 0f | Syrinx | c7 |
| Venix 80286 | 40 | CP/M | db |
| Novell | 51 | Accesso ao DOS | e1 |
| Microport | 52 | DOS R/O | e3 |
| GNU HURD | 63 | DOS secundário | f2 |
| Novell Netware 286 | 64 | BBT | ff |
Tabela E-1. Tipos de Partição
Neste ponto, você deve estar pensando como essa complexidade é utilizada normalmente. Veja um exemplo na Figura E-6.
Em muitos casos, há apenas uma partição em todo o disco, essencialmente duplicando o método usado antes do particionamento. A tabela de partição tem apenas um campo, que aponta o início da partição.
Nomeamos esta partição como sendo do tipo "DOS". Apesar de ser apenas um dos diversos tipos de partição listados na Tabela E-1, é adequado para os fins desta discussão. Esse é um layout de partição típico para a maioria dos computadores adquiridos com uma versão de consumidor do Microsoft Windows™ pré-instalada.
Obviamente, ao longo do tempo ficou claro que quatro partições não seriam suficientes. Como drives de disco continuaram se expandindo, seria provável que uma pessoa poderia configurar quatro partições de tamanhos razoáveis e ainda ter espaço livre em disco. Mesmo assim, era preciso achar uma maneira de criar mais partições.
Insira a partição extendida. Como você deve ter notado em Tabela E-1, há uma partição do tipo "Extendida". Este é o tipo de partição que está no centro das partições extendidas.
Quando criamos uma partição e definimos que seu tipo será "Extendida", uma tabela de partição extendida é criada. Essencialmente, a partição extendida é como um drive de disco por si só — tem uma tabela de partição que aponta para uma ou mais partições (agora denominadas partições lógicas, em oposição às quatro partições primárias) contidas inteiramente dentro da própria partição extendida. Figura E-7, apresenta um drive de disco com uma partição primária e uma partição extendida contendo duas partições lógicas (junto a espaço em disco não particionado).
De acordo com esta figura, há uma diferença entre partições primárias e lógicas — pode haver apenas quatro partições primárias, mas não há limite para o número de partições lógicas. Entretanto, devido à maniera como as partições são acessadas no Linux, você deve evitar definir mais de 12 partições lógicas em um único drive de disco.
Agora que discutimos partições em geral, vamos ver como aplicar este conhecimento para instalar o Red Hat Linux.
Há três cenários possíveis que você pode encontrar ao tentar repartir seu disco rígido:
Espaço livre não particionado disponível em disco
Uma partição não usada disponível
Espaço livre disponível em uma partição ativamente usada
Vamos ver cada cenário em ordem.
![]() | Nota |
|---|---|
Por favor tenha em mente que as ilustrações a seguir são simplificadas para facilitar o entendimento e não refletem o layout exato da partição que você encontra ao instalar Red Hat Linux. |
Neste caso, as partições já definidas não ocupam o disco rígido inteiro, deixando espaço não alocado que não pertence a nenhuma partição definida. Figura E-8, mostra como isto deve parecer.
Se pensarmos sobre isto, um disco rígido não usado também recai nesta categoria. A única diferença é que todo o espaço não faz parte de nenhuma partição definida.
Em todo caso, você pode criar as partições necessárias a partir do espaço não usado. Infelizmente, este cenário, mesmo que muito siomples, não é muito provável (a não ser que você tenha adquirido um disco novo apenas para Red Hat Linux). A maioria dos sistemas operacionais pré-instalados são configurados para ocupar todo o espaço disponível em um drive de disco. (veja Seção E.1.4.3).
Em seguida, discutiremos uma situação um pouco mais comum.
Neste caso, talvez você tenha uma ou mais partições que não utiliza mais. Talvez você as tenha tenha dividido com outro sistema operacional anteriormente, e a(s) partição(ões) dedicada(s) a isto parece(m) não ter sido utilizada(s) novamente. Figura E-9, ilustra esta situação.
Se você estiver nesta situação, pode utilizar o espaço alocado para a partição não usada. Primeiramente você precisa deletar a partição, e então criar a(s) partição(ões) Linux apropriada(s) em seu lugar. Você pode deletar a partição usando o comando parted ou escolher criar partições manualmente durante o processo de instalação e deletar a partição antes de criar uma nova.
Essa é a situação mais comum e, infelizmente, a mais difícil de lidar. O maior problema é que, mesmo tendo espaço livre suficiente, este está alocado a uma partição que já está em uso. Se você adquiriu um computador com software pré-instalado, é mais provável que o disco rígido tenha uma grande partição contendo o sistema operacional e os dados.
Além de adicionar um novo disco rígido ao seu sistema, você tem duas opções:
Basicamente, você deleta a partição grande e cria diversas partições menores. Como você pode supor, todos os dados contidos na partição original são destruídos. Isto significa que é necessário fazer um backup completo. Para o seu próprio bem, faça dois backups, use a verificação (se estiver disponível em seu software de backup), e tente ler os dados a partir de seu backup antes de deletar a partição.
![]() | Atenção |
|---|---|
Se há algum sistema operacional instalado naquela partição, ele deverá ser reinstalado também. Atente para o fato de que alguns computadores vendidos com sistemas operacionais pré-instalados talvez não incluam o CD-ROM para reinstalar o sistema operacional original. A melhor hora para checar se isto se aplica ao seu sistema é antes de destruir sua partição original e a instalação do sistema operacional. |
Após criar uma partição menor para o software existente, você pode reinstalar qualquer software, recuperar seus dados e continuar a instalação de seu Red Hat Linux. Figura E-10 mostra isto sendo feito.
![]() | Atenção |
|---|---|
Assim como exibido na Figura E-10, todos os dados presentes na partição original serão perdidos sem um backup apropriado! |
Aqui você roda um programa que executa algo aparentemente impossível: reduz o tamanho de uma partição grande sem perder nenhum dos arquivos armazendos nela. Muitas pessoas acreditam que este método seja confiável e que não apresenta problemas. Qual software você deve utilizar para executar este feito? Há diversos softwares de gerenciamento de disco no mercado. Pesquise para encontrar aquele que seja o melhor para seu caso.
Apesar do processo de repartição não-destrutivo ser muito claro, há diversos passos envolvidos:
Comprimir os dados existentes
Redimensionar a partição existente
Criar nova(s) partição(ões)
Em seguida observaremos cada um dos passos detalhadamente.
Conforme exibido na Figura E-11, o primeiro passo é comprimir os dados existentes em sua partição. O objetivo disto é reorganizar os dados de maneira a maximizar o espaço livre disponível no "fim" da partição.
Este passo é crucial. Sem ele, a localização de seus dados pode impedir que a partição seja redimensionada para a extensão desejada. Note também que, por uma razão ou outra, alguns dados não podem ser movidos. Se este for o caso (e isto restringe fortemente o tamanho de sua(s) nova(s) partição(ões)), você talvez seja forçado a repartir seu disco destrutivamente.
A Figura E-12 mostra o processo de redimensionamento real. Enquanto o resultado real da operação de redimensionamento varia de acordo com o software usado, na maioria dos casos o espaço recém-liberado é usado para criar uma partição não-formatada do mesmo tipo que a original.
É importante entender o que o software de redimensionamento que você está usando faz com o espaço recém-liberado, assim você poderá seguir os passos apropriados. No caso que ilustramos, seria melhor deletar a nova partição DOS e criar a(s) partição(ões) Linux apropriada(s).
Como o passo anterior sugeriu, pode ser necessária ou não a criação de novas partições. No entanto, a não ser que seu software de redimensionamento detecte o Linux, é mais provável que você tenha que deletar a partição criada durante o processo de redimensionamento. A Figura E-13 ilustra isto sendo feito.
![]() | Nota |
|---|---|
A informação seguinte é válida somente para computadores com processadores x86. |
Como uma facilidade para nossos clientes, nós provemos o utilitário parted. Esse programa disponível gratuitamente é capaz de redimensionar partições.
Se você decidir repartir seu disco rígido com parted, é importante que você faça duas coisas:
Execute um Backup — Faça duas cópias de todos os dados importantes de seu computador. Estas cópias devem ser feitas em mídia removível (tal como fita, CD-ROM ou disquetes), e você deve certificar-se de que elas estão legíveis antes de prosseguir.
Leia a Documentação — Leia a documentação parted na íntegra; consulte o capítulo intitulado Gerenciando Armazenamento de Disco no Red Hat Linux - Guia de Personalização.
Se resolver utilizar parted, esteja ciente de que após executar parted você terá duas partições: aquela que você redimensionou e outra parted criada a partir do espaço recém-liberado. Se seu objetivo for utilizar este espaço para instalar Red Hat Linux, você deve deletar a partição recém-criada, usando o utilitário de particionamento fdisk do Windows sob seu sistema operacional atual ou enquanto estiver definindo as partições durante a instalação.
Linux refere-se a partições de disco utilizando uma combinação de letras e números que pode ser um pouco confusa, particularmente se você estiver acostumado com o tipo de referência "drive C" a discos rígidos e suas partições. No mundo DOS/Windows, as partições são nomeadas usando o seguinte método:
Cada tipo de partição é checado a fim de determinar se ele pode ser lido por DOS/Windows.
Se o tipo de partição for compatível, lhe é atribuído uma "letra de drive". As letras dos drives começam com "C" e seguem para as próximas letras, dependendo do número de partições a ser nomeadas.
A letra do drive pode então ser usada para referenciar esta partição assim como o sistema de arquivo contido nesta partição.
Red Hat Linux utiliza um esquema de nomenclatura mais flexível e traz mais informações do que o esquema usado por outros sistemas operacionais. O esquema de nomenclatura é baseado em arquivos, com os nomes de arquivos no formato:
/dev/xxyN |
Como decifrar o esquema de nomenclatura de partição:
Essa sequência é o nome do diretório onde se encontram todos os arquivos de dispositivos. Já que partições residem em discos rígidos, e discos rígidos são dispositivos, os arquivos representando todas as partições possíveis residem em /dev/.
As primeiras duas letras do nome da partição indicam o tipo de dispositivo no qual a partição reside, geralmente hd (para discos IDE) ou sd (para discos SCSI).
Essa letra indica em qual dispositivo a partição está. Por exemplo, /dev/hda (o primeiro disco rígido IDE) ou /dev/sdb (o segundo disco SCSI).
O número final denota a partição. As primeiras quatro partições (primárias ou extendidas) são numeradas de 1 a 4. Partições lógicas começam com 5. Por exemplo, /dev/hda3 é a terceira partição primária ou extendida no primeiro disco rígido IDE, e /dev/sdb6 é a segunda partição lógica no segundo disco rígido SCSI.
![]() | Nota |
|---|---|
Não há nenhuma parte desta convenção de nomes baseada no tipo de partição; ao contrário do DOS/Windows, todas as partições podem ser identificadas sob Red Hat Linux. Obviamente, isso não significa que Red Hat Linux pode acessar dados em qualquer tipo de partição, mas em muitos casos é possível acessar dados em uma partição dedicada a outro sistema operacional. |
Tenha essa informação em mente; isto facilitará o entendimento das coisas ao definir as partições que o Red Hat Linux necessita.
Se as partições de seu Red Hat Linux forem dividir um disco rígido com partições usadas por outros sistemas operacionais, você não terá problemas na maioria das vezes. No entanto, há determinadas combinações do Linux com outros sistemas operacionais que requerem cuidado extra.
![]() | Nota |
|---|---|
Se o Red Hat Linux for coexistir com OS/2 em sua máquina, você deve criar suas partições de disco com o software de particionamento do OS/2 — caso contrário, OS/2 talvez não reconheça as partições de disco. Durante a instalação, não crie novas partições, mas defina os tipos de partição apropriados para suas partições Linux usando parted do Linux. |
![]() | Nota |
|---|---|
Se você quer ler de ou escrever em partições Windows NT, 2000, ou XP a partir do Red Hat Linux, não defina a partição Windows para sistema de arquivo do tipo NTFS. Se a partição Windows for do tipo NTFS, ela não poderá ser lida no Red Hat Linux. Se a partição Windows for do tipo VFAT, ela poderá ser lida no Red Hat Linux. Se você tiver partições Windows múltiplas, nem todas precisam ser do mesmo tipo de sistema de arquivo. Se tiver mais de uma partição no Windows, você pode definir uma para usar VFAT e armazenar nela quaisquer arquivos que queira compartilhar entre Windows e Red Hat Linux. |
Uma área que muitos novatos no Linux acham confusa é a questão de como as partições são usadas e acessadas pelo sistema operacional Linux. No DOS/Windows ela é relativamente simples: cada partição leva uma "letra de drive". E então você usa a letra de drive correta para consultar arquivos e diretórios na partição correspondente.
Isto é completamente diferente da maneira como Linux lida com partições e, por consequência, com armazenamento em disco em geral. A principal diferença é que cada partição é usada para formar parte do armazenamento necessário para suportar um conjunto de arquivos e diretórios. Isto é feito associando a partição com o diretório através de um processo conhecido como montagem. Montar uma partição viabiliza seu armazenamento a partir do diretório especificado (conhecido como ponto de montagem).
Por exemplo, se a partição /dev/hda5 fosse montada em /usr, isto significaria que todos os arquivos e diretórios sob /usr estariam fisicamente localizados em /dev/hda5. Portanto o arquivo /usr/share/doc/FAQ/txt/Linux-FAQ seria armazenado em /dev/hda5, enquanto o arquivo /etc/X11/gdm/Sessions/Gnome não estaria na mesma localização.
Continuando com nosso exemplo, também é possível que um ou mais diretórios sob /usr sejam pontos de montagem para outras partições. Por exemplo, uma partição (digamos /dev/hda7) poderia ser montada em /usr/local, significando que /usr/local/man/whatis então estaria localizado em /dev/hda7 ao invés de /dev/hda5.
Neste estágio de preparação para instalar Red Hat Linux, você precisará atentar para o número e tamanho das partições que serão utilizadas pelo seu novo sistema operacional. A questão de "quantas partições" continua esquentando o debate na comunidade Linux e, sem nenhuma conclusão deste debate à vista, é certo dizer que provavelmente há tantos layouts de partições quanto pessoas discutindo essa questão.
Tendo isso em mente, nós recomendamos que, a não ser que você tenha uma razão para fazer o contrário, você deve criar no mínimo as seguintes partições: swap, /boot, e / (root).
Para mais informações, consulte a Seção 3.19.4.
![]() | Atenção |
|---|---|
Certifique-se de ler a Seção E.1.9 — a informação contida ali se aplica a partição /boot! |
Recomendações específicas em relação ao tamanho apropriado das diversas partições Red Hat Linux podem ser encontradas na Seção 1.5.
GRUB e LILO são os métodos mais comumente usados para iniciar Red Hat Linux nos sistemas baseados em processadores x86. Como gerenciadores de sistemas operacionais, eles operam "fora" de qualquer sistema operacional, usando somente o Sistema Basic I/O (ou BIOS) construído no próprio hardware do computador. Esta seção descreve as interações do GRUB e do LILO com os BIOSes de PC e é específico para computadores compatíveis com processadores x86.
GRUB e LILO são sujeitos a algumas limitações impostas pelo BIOS na maioria dos computadores baseados no x86. Especificamente, a maioria dos BIOSes não podem acessar mais de dois discos rígidos, e não podem acessar quaisquer dados armazenados abaixo do cilindro 1023 de qualquer drive. Note que alguns BIOSes recentes não têm estas limitações, mas de maneira alguma isto pode ser considerado universal.
![]() | Dica |
|---|---|
Enquanto estiver particionando seu disco rígido, tenha em mente que o BOIS de alguns sistemas antigos não podem acessar além dos primeiros 1024 cilindros de um disco rígido. Se este for o caso, deixe espaço suficiente para a partição /boot do Linux nos primeiros 1024 cilindros de seu disco rígido para iniciar o Linux. As outras partições Linux podem estar depois do cilindro 1024. Em parted, 1024 cilindros equivalem a 528MB (no entanto, esse número exato depende de seu BIOS). Consulte http://www.pcguide.com/ref/hdd/bios/sizeMB504-c.html para mais informações. |
Todos os dados que GRUB e LILO precisam acessar na hora de iniciar (inclusive o kernel do Linux) estão localizados no diretório /boot. Se você seguir o layout de partição recomendado acima ou estiver executando uma estação de trabalho, um computador pessoal, ou instalação de servidor, o diretório /boot estará em uma partição pequena e separada. Caso contrário, pode estar localizado na partição root (/). Em qualquer um dos casos, a partição na qual /boot reside deve concordar com as seguintes regras se você for utilizar GRUB ou LILO para iniciar seu sistema Red Hat Linux:
Se houver 2 drives IDE (ou EIDE), /boot deve estar localizado em um deles. Note que este limite de dois drives também inclui quaisquer drives de CD-ROM IDE no seu controlador primário IDE. Portanto, se há um disco rígido IDE e um CD-ROM IDE em seu controlador primário, /boot deve estar localizado somente no primeiro disco rígido, mesmo que haja outros discos rígidos em seu controlador IDE secundário.
Se há um drive IDE (or EIDE) e um ou mais drives SCSI, /boot deve estar localizado no drive IDE ou no drive SCSI no ID 0. Nenhum outro ID do SCSI funcionará.
Se há apenas discos rígidos SCSI, /boot deve estar localizado em um drive no ID 0 ou ID 1. Nenhum outro ID do SCSI funcionará.
Como mencionado anteriormente, é possível que alguns BIOSes mais recentes permitam que GRUB e LILO trabalhem com configurações que não obedecem estas regras. Do mesmo modo, algumas das características mais esotéricas do GRUB e do LILO talvez sejam usadas para iniciar um sistema Linux, mesmo que as configurações não obedeçam nossas regras. No entanto, devido ao número de variáveis envolvidas, Red Hat não pode suportar tais esforços.
![]() | Nota |
|---|---|
Disco Druid, assim como o particionamento automático, leva estas limitações relacionadas ao BIOS em consideração. |
| [1] | Blocos realmente têm tamanho consistente, diferentemente de nossas ilustrações. Também tenha em mente que um drive de disco comum contém milhares de blocos. Porém, para os propósitos desta discussão, por favor ignore estas pequenas discrepâncias. |